Monday, February 12, 2007

Amnésia Selectiva

Parece mentira, mas é verdade.

Ainda na semana passada estava aqui a falar de avarias no PC.

Deve ter sido uma premonição, porque o meu PC chegou a 6ª feira e pifou!

Pensam que pelo facto de ter falado aqui em cópias de segurança, fui fazer alguma???? Pois não! Porque esta cabecinha de alho chocho, não pensa lá muito bem e, como não estava em casa quando escrevi aquilo, a verdade é que quando cheguei a casa, já a minha cabeça ia a pensar em tudo menos em cópias de segurança.

No dia seguinte, quando volto a aceder ao meu blog, lembrei-me: “Bolas! Devia ter feito a cópia de segurança!”, mas mais uma vez estava a 15km de casa e não havia nada que pudesse fazer…

Eu não sei se convosco se passa o mesmo, mas comigo é assim: quanto mais me esforço por me lembrar de alguma coisa, mais facilmente me esqueço.

Vou dar um exemplo: Olho para o calendário e vejo que no dia seguinte alguém faz anos. Durante o resto do dia ando a pensar para comigo: “não me posso esquecer de lhe dar os parabéns! Não me posso esquecer de lhe dar os parabéns!” Chega ao dia seguinte e sei que a pessoa vais estar a trabalhar e não quero incomodar, por isso, embora me lembre decido deixar a chamadinha para o fim do dia. Ando a manhã e a tarde toda a pensar: “não me posso esquecer de lhe dar os parabéns! Não me posso esquecer de lhe dar os parabéns!”…

E o que acontece quando chego a casa??? Não, a sério, o que acham que acontece quando chego a casa? Pois é! ESQUEÇO-ME!!!

Faço a minha vida normal, deito-me e no dia seguinte, assim que me levanto, lembro-me do que me esqueci no dia anterior…

Agora pergunto-vos eu: Isto é normal? Será que a minha casa tem algum agente amnésico?

O pior é que só não me lembro do que é importante, porque a minha memória funciona bem demais para as coisas que não deve…

Sim, a expressão correcta é mesmo ”não me lembro” porque a verdade é que:

Eu não me esqueço das coisas, simplesmente não me lembro (que é como quem diz: esqueço-me de me lembrar)!

 

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Friday, February 9, 2007

Flagelo

Pois é!

Chegámos à sexta-feira (finalmente!) que é, sem sombra de dúvidas, o meu dia da semana preferido.

“Porquê?” - Perguntam vocês.

E eu respondo - ”porque a semana de trabalho está a acabar e vêm aí dois (sim, dois) dias inteirinhos de descanso.

Mas, se eu gosto tanto de descanso, porque é que o meu dia preferido não é o sábado, ou mesmo o domingo, devem estar vocês a pensar…

Essa pergunta tem uma resposta simples, mas ao mesmo tempo, complexa. Senão, vejamos:

O fim-de-semana serve para descansar e aproveitar o tempo para estar com a família. Como “a família”, se ficar em casa, vai exasperar e desesperar os paizinhos, o país aproveita e vai ”inundar” os Centros Comercias - sim, os Shoppings - no Inverno, ou as praias no Verão! Até aqui nada de mais, certo, afinal todos têm o direito de sair e divertir-se.

Tal como o resto do país aproveito o tempo para estar com a minha família, por isso, se o fim-de-semana for para ficar em casa e vegetar, ou pouco mais, em frente à televisão, tudo bem. (Embora ao sábado a programação deixe muito a desejar, mas enfim…).

Mas e se eu for a algum lado no fim-de-semana?

Agora chegámos à parte complexa da questão: se o fim-de-semana é bom, está-se com a família, vegeta-se e afins, porque é que não é perfeito?

Pois bem, o fim-de-semana não é perfeito por causa de um flagelo que anda a assolar as estradas portuguesas: os CONDUTORES DE FIM-DE-SEMANA!

Sim, essa espécie tão conhecida das estradas portuguesas está cada vez mais perigosa!

Vamos esclarecer uma coisinha: há vários tipos de condutores de fim-de-semana. Vamos, então, ver quais:

1. - O condutor que é literalmente de fim-de-semana: aquele que só conduz ao fim-de-semana e gosta de conduzir à velocidade vertiginosa de 25 km/h quando vai almoçar ao shopping ou vai para a praia com o cesto das sandes, o rádio a pilhas com o relato e/ou música pimba e a família toda atrás, desde a avó que fala muito alto porque é surda que nem uma porta, passando pelos filhos irritantes e mimados que acham giro atirar areia uns aos outros no meio do pessoal e acertam em toda a gente menos no irmãozinho, a mãe gorda de bikini que decide mostrar os dotes de tenista de praia contra o seu mais-que-tudo, ali mesmo ao pé das toalhas, até ao cãozinho irritante que não pára de ladrar… 

2. - O condutor misto: Este é o condutor que conduz durante a semana, muito calmamente (que remédio, é só “bichas” por todos os lados) e ao fim-de-semana decide vingar-se do mundo e conduz como se o mundo fosse acabar daí a dois minutos e ele tivesse mesmo de chegar a casa antes disso… Acautelem-se velhinhas a atravessar e condutores mais incautos, porque ele é o dono e senhor da estrada e se ele quiser passar, nada se pode meter no seu caminho (se se meter, vai na frente).

3. - O condutor constante: este é o pior de todos, porque conduz como se tivesse tirado a carta por correspondência. A estrada é dele e, quando eu digo a estrada, digo-o em toda a sua.. largura. Esta criatura, se for numa estrada de duas vias, como vai a andar depressa, posiciona-se no meio da estrada… (não é o mais lento, nem o mais rápido, por isso mais vale ir no meio..) A minha opinião é que esta criatura deve achar que se deve seguir o risco da estrada e para não o perder de vista, vai por cima dele em vez de escolher um dos lados. Esta espécie sai para a estrada sempre que precisa, sendo que de vez em quando se aventura mesmo durante a semana.

E este flagelo, esta verdadeira epidemia é a única coisa que eu não gosto no fim-de-semana. Por isso, evito sair à rua durante esses dois dias, mas se por acaso tenho de ir a algum lado e tenho de levar o carro, levo o meu equipamento de protecção e, antes de sair tenho uma sessão de meditação de, pelo menos, duas horas para me preparar psicologicamente para o que vou ter de enfrentar a seguir.

Chega a hora de saída, concentrada, vestida com o meu fato protector, avanço, meio a medo, meio destemida (as minhas duas metades lutando entre si), entro no carro e tento desbravar caminho por entre estas espécies em evolução, que cada vez aumentam mais e estão longe da extinção.

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Wednesday, February 7, 2007

O Meu Primeiro Post

Pois é! Tenho um blog.Laughing

Já há muito tempo que ando a pensar criar um, mas na hora h faltava-me sempre a coragem ou acontecia qualquer coisa que adiava a minha decisão. Mas hoje, finalmente, consegui!!!Cool

Adoro escrever, mas, sinceramente, em casa não tenho espaço nem para mais uma folha de papel. Portanto, a opção é escrever onde não ocupe muito espaço e onde não se apague com uma formatação do computador, afinal, não há nada mais irritante que uma avaria ou um vírus que obriga à formatação… “e logo agora que não fiz o back-up…”

O blog resolve os dois problemas: Não ocupa espaço físico e não fica à mercê das avarias e dos vírus oportunistas que fazem de propósito para ficarmos sem aquilo que tanto trabalho nos deu a fazer ou a “sacar”.

Devo confessar que sou um pouco desleixada nessas coisas, pois só me lembro das cópias de segurança quando já é tarde demais, mas enfim…Embarassed

Em relação ao blog, vamos ver o que vai sair daqui, afinal, posso estar de bom humor e escrever algo divertido ou estar num dia não e desbaratar contra o mundo. O importante é que agora posso fazê-lo à vontade.

Espero que se divirtam a ler este meu cantinho introspectivo onde ponho, preto no branco (ou neste caso, branco no preto), aquilo que me vai na alma.Innocent 

 

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