Wednesday, October 29, 2008

Frio…

“Bom dia minha senhora,
Parece que hoje o Diabo anda à solta…”

Foi assim que me cumprimentaram ontem à porta do colégio do meu filho…

(ok, o minha senhora faz-me sentir velha, mas enfim…)

A verdade é que, afinal, parece que andava mesmo à solta. Quem viu os telejornais de ontem viu a escola da minha filha ( tenho 3 filhos: 12, 8 e 2) onde o telhado de um dos pavilhões voou.

Foi uma aventura!

Mas pensam que as outras aulas pararam por causa disso???
Nada disso! “Não foi o nosso telhado, por isso continuem a cópia!”
Gostei da persistência!!!

E de pensar que não deixaram os miúdos ter recreio porque viram as telhas a abanar, mas não foram capazes de dar as aulas por terminadas nesse dia.
Por sorte ninguém se magoou, mas o telhado que voou desabou uma parte numa sala de aula… podia ter-se magoado alguém…

E vai daí e aquela escola, ou aqueles alunos (sim, a minha filhotinha incluída) não estão nem aí para tragédias e afins. Parece que andam noutro mundo….

Digo isto porque aqui há uns dias a minha mãe foi a minha casa para me contar uma conversa que tinha tido com a minha filha… Vinha a chorar de tanto rir.

“- Oh avó, há uma professora da minha escola que ainda deve estar no hospital!
- Hospital? Porquê?
- Ela estava a dar a aula sentada e, de repente, esticou assim os braços e a cabeça dela caiu na secretária.”
(Não estão bem a ver… uma menina de oito anos a esticar os braços tipo zombie e depois deixar os braços e a cabeça descairem para a frente, como alguém a desmaiar)
“- E o que é que vocês fizeram?
- Nada! Um amigo de um colega meu até disse: deixa-a estar! Deve estar a dormir, coitadinha!”
A dormir???
Será que eles acham mesmo que a professora ia adormecer a meio da aula?

Deve ter sido o barulho que estavam a fazer que alertou uma auxiliar que veio ver o que se passava na sala e que deu com a professora desmaiada na secretária e chamou uma ambulância depois de a ter tentado acordar, sem conseguir…

A pobre professora podia ter morrido ali e nenhum dos miúdos fazia nada.

Será que aos 8/9 anos não é de já ter um pouquinho de consciência em relação a estas coisas ou serão ainda demasiado ingénuos…

Não me lembro de ser tão ingénua nesta idade, mas esta geração é diferente da minha: mais protegida, mais infantil…

Quando eu tinha 8/9 anos, só gostava de andar a brincar na rua e afins… hoje em dia os putos só gostam de computadores e consolas (uma das poucas excepções é a minha filha que adora estar na rua… quanto mais tempo melhor)

As coisas mudam muito de pais para filhos. A pergunta é: serão tudo mudanças positivas???

Posted by nameless at 15:36:25 | Permalink | Comments (1) »

Já faltou mais…

Olá a todos.

Estive a falar com uma amiga que começou o processo no mesmo dia que eu e fiquei a saber que tenho neste momento 12 pessoas à minha frente e que estão a operar duas pessoas ou três pessoas por semana, alternadamente.

Segunda-feira já é Novembro e já faltou muito mais para o Dia D.

Continuo sem estar com grande ansiedade, pois sei que não deve ser antes de Dezembro, ou mesmo Janeiro, no caso de não operarem em Dezembro, por causa dos feriados e das festas.

Sei que devia aproveitar estes tempitos para comer tudo aquilo de que posso ter saudades, mas também penso que aquilo que não ganhar agora, não tenho de perder depois, por isso, cá vou estando na minha, um dia de cada vez…

Também vos digo que se mer vontade, não me vou conter, nada disso! vou comer com vontade, pois sabe Deus quando vou poder voltar a comer o mesmo (seja lá esse mesmo o que fôr: doce ou fast food)

Beijokinhas…

Posted by nameless at 12:53:32 | Permalink | No Comments »

Monday, October 27, 2008

Vida de Pobre…

A vida de pobre é uma desgraça!

Acordar com as galinhas (ou antes), arranjar os putos para a escola (pública, claro… quem tem dinheiro para as outras?… - Sim, sim… para quem ainda se mete em “aventuras radicais” como ter filhos num mundo destes) e colocar uns trapos em cinco minutos, porque não se pode ir de pijama para o trabalho (os ricos é que têm emprego…).
Chegar ao trabalho depois de eternidades no trânsito só para ouvir o patrão a pedir e pedir e exigir e exigir, sem dar nada em troca. Dar o couro e o cabelo para se tentar fazer tudo e rezar para que ninguém repare que isto ou aquilo está menos que perfeito, mas é o melhor que conseguimos…
Chegar a casa de rastos, depois de ir buscar os miúdos à escola e de , ainda ter de ter pachorra para fazer trabalhos de casa com eles, porque há que dar tempo de qualidade, já que não se pode dar em quantidade, arranjar o jantar, limpar isto ou aquilo, deitar os putos, mandar 3 ou 4 berros passado meia hora, porque já deviam estar a dormir, mas não se calam, arranjar a roupa para o dia seguinte (a dos putos, claro, a nossa que se lixe), fazer um milhão de pequenas coisas que nos deixam com os nervos em franja e cair à cama, mais mortos que vivos, com a certeza que o dia seguinte não vai ser melhor em nada.
Dia após dia o mesmo esforço, a mesma vida comandada pelo toque do relógio, para no final do mês termos dinheiro para pagarmos algumas das despesas. Para as outras usamos o plafond da conta ordenado, já que o dinehrio não estica… Não faz mal, quando vier o subsídio de férias, ou quando vier o subsídio de Natal equilibramos as coisas…

E assim vão passando os dias, as semanas, os meses, os anos e quando olhamos para trás vemos que não tivemos uma vida… tivemos uma espécie de “passa tempo” (de passar o tempo e não de hobbie) em que nos limitámos a estar à tona, a esforçarmo-nos por não nos afogarmos.

A vida passa por nós e não a vivemos… sobrevivemos a ela.

Infelizmente, por muito que se queira, não há muito que se possa fazer para evitar este modo de vida, que é o de milhões de pessoas pelo mundo inteiro.
 
Atenção que não estou a dizer que a vida de rico é um mar de rosas… não posso falar do que não sei, já que nunca fui rica.

Acho injusto que uns sejam ricos e outros pobres, já que, isto bem distribuidinho, dava para estarmos todos bem…Agora digam lá se os comedores nervosos não têm razões mais do que suficientes para passar o dia a encher a barriga.

Como diz o meu pai: “Só tenho coisas que me enervem…”

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Thursday, October 23, 2008

Estou triste!

Há coisas que nos apanham completamente de surpresa e nos deixam “no chão”.

Acabei de receber uma chamada da minha mãe que me deu uma notícia que me chocou bastante: Uma amiga nossa (da família) está com cancro.

Eu sei que estas coisas acontecem e vivi com essa realidade bem de perto: a minha avó teve cancro da mama durante anos e não podia ser operada por causa dos problemas do coração… mas a minha avó é conversa para outro dia, pois ela tem direito a um “testamento” só dela…

Eu conheço a pessoa em questão há mais de 20 anos. É da idade da minha mãe, mais coisa menos coisa: 50 e troquinhos.
Andei com o filho mais novo dela ao colo… fui a primeira pessoa a vê-lo dar os primeiros passinhos, com os meus 10/11 aninhos.

Dona de um centro de cópias, as coisas foram correndo progressivamente pior. Se quando eu estava em baixo, por causa de uma depressão profunda (também esta motivo para o seu próprio tempo de antena) ela me “dava na cabeça”, a verdade é que me encontrei com ela uns tempinhos depois de ter tido o meu filhote (ele vai fazer 3 anos para o mês que vem), numa altura em que as coisas até corriam bem comigo, e ela disse-me:
- “Sabes aquelas vezes todas que te chateei por estares com depressão e que não tinhas tempo nem dinheiro para estar assim? E que essas coisas são frescuras? Agora dou-te valor, porque sei aquilo que passaste, porque agora sou eu que estou a passar por isso…”

Assisti a várias etapas da vida dela, altos e baixos, até à decisão de, juntamente com o marido e a melhor amiga, ir para a Suíça trabalhar num hotel, para poder ganhar a vida decentemente, coisa que cá estava a ser difícil.

Sei que foi pouco depois desta conversa que meteu na cabeça ir para a Suíça e que estava animada por ir.
Estava feliz, apesar de deixar os filhos (maiores e vacinados) para trás.
Falei com o mais novo aqui há uns meses e disse-me que estava a guardar para poder ir ver a mãe no Natal. E agora isto!

Estava a trabalhar e baixou-se para apanhar qualquer coisa do chão. Quando se baixou sentiu uma dor na barriga. Tentou levantar-se e dizia que lhe doía, que sentia uma bola na barriga. Foi ao hospital e já não a deixaram sair. Foi operada no dia seguinte e já vai no segundo tratamento de quimio.

Os filhos, por cá, estão de rastos, como é de imaginar, especialmente o mais novo que desistiu da escola e só chora o tempo todo.
Por sorte, uma neta de alguém conhecido é enfermeira num hospital lá e chamou-a logo para o hospital onde trabalha, pelo que não está totalmente desacompanhada.
A luta, para eles, é bastante assustadora, pois aqui há uns 15 anos perderam uma prima na luta contra uma leucemia.

A luta torna-se mais difícil ainda por não poderem estar todos juntos.

Vou torcer para que tudo corra pelo melhor e mais logo vou ligar para ela para saber como está e o que posso fazer por ela. Vou tentar saber o número do C.F. (o filho mais novo) para ver se falo um pouco com ele, para lhe mostrar que estou aqui para o que for preciso.
Sou uma pessoa que não está sempre com os amigos, mas que quando os amigos precisam, até movo montanhas. Posso não estar lá sempre, mas estou lá sempre que é preciso…

Posted by nameless at 16:38:13 | Permalink | No Comments »

Tuesday, October 21, 2008

Alimentação

Há o estigma de que quem engorda é porque come muito…

Quem me dera! Assim, pelo menos, além da fama tinha o proveito…

Eu sou o tipo de pessoa que se passar o dia sem comer, passo, e não sinto fome… E mais. Quanto menos como, menos fome tenho, já que o organismo tende a adaptar-se à quantidade de alimento que lhe damos.

Se damos muito, pede mais, se damos pouco, pede menos… mas guarda tudinho, porque nunca se sabe quando vai poder recarregar as reservas.

Posso dizer-vos o que comi até agora, desde que acordei: duas bolachas Maria de manhã, uma bolacha Maria e uma maçã ao almoço e mais 3 bolachinhas agora. E porquê? Para não estar em jejum, porque a minha fome não é nenhuma e, se não tenho fome, não como.
Como não saio para almoçar, normalmente como uma sopa que vêm cá vender à hora de almoço e depois janto, mas hoje nem a sopa me apeteceu…
Ontem nem as bolachinhas comi… só jantei: bife com esparguete e salada de alface com cenoura ralada… mais salada que o resto.
Ainda há pouco estava a dizer que estou a perder algum peso, mas tenho-me obrigado a comer, ontem e hoje é que destoou um pouco do normal e é isto que me faz engordar…

Vou ver se logo janto, mas nada de exageros e não sem antes beber um copo de água, para a comida não cair em seco, e amanhã vou obrigar-me a tomar o pequeno-almoço: uma taça de corn flakes com leite (o combinado com a nutricionista), pelo menos não jejuo até ao jantar no caso de ser outro dia sem fome…. :s

Beijokinhas….
 

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A água e eu…

Em relação à minha luta diária não há muito a dizer nesta altura…

Posso dizer a meu favor que não tenho ganho peso, na realidade, sem grande esforço, provavelmente devido aos nervos, à antecipação, à feliz expectativa, tenho até perdido, pouquinho, mas perdido…

Não tenho perdido mais, porque tenho aversão a beber água quando não tenho sede e como raramente tenho sede passo dias sem tocar numa gota de água. Beber água sem ter sede dá-me vómitos, mesmo…
Que exagero, pensam vocês, mas não é… Posso dizer-vos que tenho a mesma garrafa de 33cl na minha secretária há mais de uma semana e ainda nem a abri
Graças a esse meu pequeno grande defeito, tenho uma grande quantidade de líquidos retidos. Digo grande quantidade, porque se nota. Um bom teste para ser ver se se está a fazer retenção de líquidos é pegar na pequena “membrana” entre o dedo indicador e o polegar  enquanto a mão está aberta e largá-la. Se for imediatamente ao sítio não há retenção, se, como a minha, for em câmara lenta, significa que estão a guardar uns kilinhos extra graças aos líquidos acumulados.

A minha retenção nota-se, inclusivé, se eu estiver numa posição em que tenha, por exemplo, os cotovelos apoiados nos joelhos (faço isso quando estou a ver televisão e estou muito concentrada no que estou a ver), pois quando me levanto tenho a covinha dos cotovelos nos joelhos ainda durante uns tempos.

Vou esforçar-me esta semana para ver se consigo ir bebendo mais água, quanto mais não seja para ver se consigo reduzir a retenção de líquidos…

Posted by nameless at 15:44:32 | Permalink | Comments (1) »

Monday, October 20, 2008

Felicidade

Ouvi há uns anos esta história que achei linda, por isso, decidi partilhá-la hoje convosco…

Era uma vez um homem que andava a tentar saber o que é a felicidade.
Correu o mundo todo para falar com sábios, filósofos e cientistas, em suma, com toda e qualquer pessoa que lhe pudesse dar uma luz sobre o que é e como atingir a felicidade…

Finalmente, um dia, ouviu falar de um rei de um reino longínquo que saberia o segredo da felicidade. Imediatamente se colocou a caminho e depois de meses de viagem (naquela altura, as viagens eram feitas a pé, a cavalo ou de barco e demoravam mesmo muito tempo….) conseguiu finalmente chegar ao castelo do tal rei.

Pediu audiência e conseguiu-a.

Ao chegar diante do rei, fez uma vénia e quando o rei deu autorização para falar o homem perguntou:
- Sua Alteza, corri o mundo de lés a lés para obter a resposta a uma pergunta que continua sem resposta até hoje. Sua Alteza é a minha última esperança. A minha pergunta é: O que é a felicidade?

O rei chamou um dos seus servos e pediu uma colher de chá e óleo.
O homem olhava o rei incrédulo, esperando a sua resposta, mas o rei nada disse até chegar o que tinha pedido.

Assim que a colher e o óleo chegaram o rei entregou-as ao homem e disse: Enche a colher com o óleo.
O homem assim fez, porque não se desobedece a um rei, mas perguntava-se o porquê de não ter a sua resposta.
Ao ver a colher cheia o rei disse: Leva essa colher cheia de óleo e vai ver todas as riquezas e belezas do meu castelo. Quando acabares volta aqui. Lembra-te que não deves entornar uma única gota do óleo que levas na colher. Agora vai.

Ainda sem perceber o porquê, o homem levou a colher com todo o cuidado e percorreu todo o castelo, sem deixar de olhar a colher, com medo de entornar o óleo. Regressou à presença do rei que lhe perguntou:
- Como está a colher? 
- Cheia, meu senhor. - Disse o homem contente por não ter entornado nem uma gota.
- E viste as minhas belas jóias? e as raríssimas tapeçarias?
- Não, sua Alteza.
- Porquê?
- Porque estava concentrado na colher e no óleo.
- Então agora leva o óleo, vai e as coisas lindas que tenho. Depois volta aqui.

O homem foi e viu tudo. Estava maravilhado com tamanha beleza. O castelo era verdadeiramente deslumbrante…
No final da visita regressou à presença do rei.

- Viste as minhas jóias, pinturas e tapeçarias?
- Vi, sim, meu senhor, e são verdadeiramente deslumbrantes!
- E o óleo da colher?
Ao olhar para a colher, o homem corou ao perceber que tinha, algures durante a visita, entornado o óleo todo, estando a colher vazia.
- Perdoe-me, senhor, mas com o entusiasmo de tudo o que vi, devo ter entornado o óleo pelo caminho…
- Não te preocupes, pois essa é a minha lição:

A felicidade é poder observar tudo o que é deslumbrante, nunca esquecendo o óleo da colher…

                                                                        ...FIM…

Da minha parte posso dizer que ainda não cheguei lá, pois se há dias em que vejo as coisas deslumbrantes e nem me lembro da colher e muito menos do óleo, na maioria das vezes, não me consigo simplesmente abstrair do óleo da colher…

E vocês?
 

Posted by nameless at 11:22:14 | Permalink | No Comments »

Friday, October 17, 2008

UniWarz

Ora bem…
Vou aqui falar-vos de um jogo que considero uns dos melhores que já joguei até hoje.
Tem uma dinâmica tipo Ogame, mas não tem nada a ver…

O jogo joga-se em http://beta2.uniwarz.eu (passe o pleonasmo e fique a ideia geral)

A coisa passa-se assim:
Somos os donos e senhores de um planeta que nos compete evoluir com os edifícios que considerarmos necessários à produção de recursos e de naves para podermos colonizar novos planetas num universo que nos leva através de 9 galáxias, sendo que cada galáxia tem 499 sistemas solares.

Este jogo é online e competimos directamente com outros jogadores a quem podemos atacar para roubar recursos, e que, por sua vez, nos podem atacar a nós.

O jogo é em tempo real, ou seja, o que demora 1h no jogo, demora efectivamente 1 hora.

Podemos aliar-nos a outros jogadores (torná-los nossos amigos), fazer alianças (grupos de jogadores com um objectivo em comum) ou mesmo declarar guerra a outros jogadores ou a alianças inteiras.

Até aqui, nada de novo. A novidade deste jogo tem a ver com o facto de, se jogarmos bem, podemos ter acesso aos oficiais que nos dão benefícios.

Que benefícios?

Desde um protector planetário que protege parte dos recursos que poderiam ser roubados, a uma colónia móvel (literalmente, pois pode construir-se na colónia e depois andar com ela pelo universo) ou uma nave que dá cabo de tudo e todos: a Supernova!!!

Tudo isto são pequenas benesses que tornam este jogo único.

A versão beta está disponível para testes onde as coisas acontecem a uma velocidade 100 vezes superior ao normal.
Tem ainda duas outras versões: uma à velocidade normal e outra 10x mais rápida que o normal.

Está em preparação um mini-jogo (jogo dentro do jogo) onde o computador escolherá aleatoriamente um jogador para ser caçado. Será criada uma nave que se terá de destruir e para o efeito serão criadas naves “caçadoras” próprias para caçar a nave em fuga. Tudo isto está muito bem explicado no forum do jogo em http://forum.uniwarz.eu. Passem por lá e dêem ideias de novos jogos que se possam criar dentro do jogo e não deixem de experimentar jogar, pois não perdem nada com isso… e quem sabe ganham um novo passatempo!

Beijokinhas e cá espero o vosso feedback em relação ao jogo e ao site. 

Posted by nameless at 14:18:07 | Permalink | Comments (2)

A Espera…

Pois é, o tempo corre…

Já cá não vinha há imenso tempo e as novidades são algumas.

Fiz o teste da psicóloga, que consistia em mais de 200 perguntas, sobre os meus hábitos alimentares, o meu estado psicológico e certas reacções minhas às mais variadas situações.

Escusado será dizer que depois do teste fiquei em pulgas para saber o resultado, já que dele dependia o meu aval. Mas o teste foi em Maio e o resultado só em… JULHO!!!

Dia 8 de Julho, lá fui eu saber de minha justiça… Disse-me que tinha um mau historial no que respeita a alimentação e que isso tinha de ser mudado, mas disse que a meu favor tinha o facto de obedecer a ordens, o que era uma grande vantagem. Pelo teste percebeu que tenho a ansiedade em alta, pelo que tenho de ser seguida de perto depois da operação já que muitas vezes as depressões agravam-se após a cirurgia, mas que da parte dela tinha o aval.

Foi um alívio, só vos digo… tinha medo de ter de ser seguida durante uns tempos para controlar a depressão e só depois poderia seguir com o processo, por isso foi verdadeiramente respirar fundo!

No dia 17 de Julho fui à consulta da nutri, que, como vos disse, me deixava muito preocupada. Passava o dia a comer iogurtes, ao almoço uma sopinha e jantava, sendo que metade do prato era salada de alface (foi a dieta passada por ela, só que a dela também incluía pão).
Acreditem ou não, eu não via a balança descer, mas a verdade é que quando cheguei à consulta tinha perdido 4 kilinhos, o que foi uma agradável surpresa para mim…

Tive o aval e mais um puxão de orelhas, porque não cumpri a dieta que ela me recomendou, já que tinha de comer pão 3 vezes ao dia e eu não comia, porque me faz azia…
Vim embora com a promessa de substituir o pão por cereais no iogurte.

Assim que saí da consulta da nutri, fui a correr marcar consulta para a minha nova médica…

Era agora que ia ficar a saber quem ia ser.

Perguntaram-me se tinha preferência e eu disse que não, mas que gostava que fosse assim que possível, já que a ansiedade era muita, como devem calcular…

Disseram-me que podia ter consulta com a Drª Cláudia Branco dia 27 de Agosto, mas que se quisesse a Drª Helena Contente (para quem vinha dirigida a carta da psic. Uma vez que eu não sabia quem ia ser, ela pôs um nome ao calhas) só em Outubro… Eu disse que podia ser a Drª Cláudia, claro!

No final da espera de um mês e dez dias, lá chegou o dia da consulta e lá fui conhecer a minha nova cirurgiã.

Viu os exames e, por incrível que pareça a nutri tinha-se esquecido de escrever que eu tinha o aval para a cirurgia… Até me ia dando uma coisinha má!
Além disso, o Dr. Paulo não tinha escrito que eu já tinha feito o tratamento dos bichinhos (helicobacter pilori) e ela já estava com a conversa de que não tinha o aval e tal, mas eu disse que a Drª me tinha dado o aval e como ela estava a dar consultas, fui para a sala de espera enquanto elas conversaram e lá me chamou ela outra vez para me dizer que me ia propor para lista de espera.
Assinei o papel e, depois de agradecer, saí.

Uma semana e trocos mais tarde recebi a carta a dizer que tinha entrado em lista de espera com a data de 27 de Agosto e que ia ser contactada, quando fosse para ser operada, mas que até lá podia saber como estava o meu processo, ligando para lá.

Andei a torcer-me e a contorcer-me para não ligar para lá, mas queria saber quantas pessoas tinha pela frente.

No dia 17 de Setembro, sem aguentar mais a curiosidade, mandei uma mensagem a uma rapariga que começou o processo no mesmo dia que eu e que entrou na lista uma semana antes de mim, para lhe perguntar quantas pessoas tinha à frente e como podia fazer para saber quantas estavam à minha frente.
Ela pediu-me o meu nome completo e disse-me que tinha 20 pessoas à frente dela, quinze dias antes.
Dei-lhe o meu nome e ela ligou e disseram que eu tinha 23 pessoas à minha frente.

Pensei mal da minha vida… então numa semana entraram algumas 8 ou 9 pessoas para a lista????

Se ela tinha perguntado 15 dias antes e tinha 20 pessoas nessa altura, pesnei que já só devia ter naquela altura umas 16…

Na semana passada voltei a falar com ela e disse-me que na semana anterior tinha ligado a perguntar e que estavam 17 pessoas à frente dela… entrei em estado de choque…

Ela estava na lista há dois meses e só tinham operado 3 pessoas? E teria sido antes ou depois de eu entrar em espera???

Decidi ligar dia 13 de Outubro (esta segunda-feira) e perguntar quantas pessoas tinha à frente. Disseram-me que tenho 15 pessoas à minha frente.

Alguma coisa me está a falhar aqui… numa altura tenho algumas 9 pessoas de diferença entre mim e ela e de repente só falta sermos operadas no mesmo dia????

Digam lá se não concordam comigo… não é estranho?
Será que se enganaram a dizer-lhe quantas pessoas tinha à frente?

Bem, passando à frente, ou atrás, como é o caso, já que isto se passou antes de saber quantas pessoas tinha à frente…
No dia 10 de Setembro tive uma consulta de grupo de psicologia.

Foi giro…
Dez pessoas, todas com um problema em comum, das quais 3 já tinham sido operadas.
Podemos comparar histórias, ver resultados a médio prazo (um deles já tinha sido operado há mais de um ano), partilhar ansiedades…
A próxima consulta é dia 10 de Dezembro, que é, em princípio, por alturas da minha operação, ou então deve faltar muito pouco…

A psic disse que quando há muitos feriados à segunda-feira (dia das operações), normalmente mudam o dia, para quarta-feira… vamos ver se é esse o caso desta vez, já que há 2 feriados à segunda-feira seguidos: o 1 e o 8 de Dezembro…

Vantagens de ser operada nessa altura: já começo o ano novo renascida e não posso cair em tentação nas festas, mesmo que queira.
Desvantagens: Faço anos dia 16 de Dezembro, pelo que posso estar internada no dia dos meus anos e em convalescença no Natal.

Mas acho que vai valer a pena… Sempre passo as festas em casa, sem ter de ir trabalhar.

Prefiro ser pessimista e pensar que só vou ser operada lá para meados de Janeiro e pensar logo que em Dezembro tudo vai atrasar. Assim se não for chamada em dezembro não desanimo tanto…

A cada dia 17 vou ligar a perguntar quantas pessoas tenho à minha frente. Assim só ligo uma vez por mês e não chateio muito, mas chateio o suficiente para me ir mantendo a par da lista de espera.

Estou a contar com 2 pessoas por semana e até agora bateu certo, por isso vou manter-me por essa conta… a ver vamos, como dizia o cego…

Por agora me vou e deixo-vos com as beijokinhas doces que deixo sempre….

Posted by nameless at 13:02:27 | Permalink | Comments (2)