Friday, November 28, 2008

O que eu gostava de conseguir fazer

  • Cruzar as pernas (tal como já vos tinha dito);
  • Subir os dois andares até casa sem ficar com o coração na boca e as pernas em gelatina - não, não há elevador no prédio…;
  • Brincar com os pequenos o tempo que eles quisessem e não só por 30 segundos, pois fico de rastos no fim desse tempo;
  • Beber água sem ter sede e não ficar a pontos de vomitar;
  • Comer tudo o que me apetecesse (não estou a falar em quantidade, mas em diversidade) sem ficar com azia ou refluxo por causa da porcaria da hérnia do hiato que me tem andado a dar mais trabalho do que a encomenda…Anda uma gaja a criar uma hérnia para isto… ;
  • Vestir um fato de banho e ir à praia ou a uma piscina sem me sentir mal comigo e com o meu corpo (bikinis então são coisas saídas de filmes de ficção científica, naquilo que me diz respeito);
  • Andar a pé a passo normal (por mais de 2 minutos) ou apressado (por mais de 15 segundos) sem ficar a “deitar os bofes pela boca” e com a sensação de choques eléctricos nas coxas e nádegas;
  • Sentar-me em cadeiras de plástico (ou quaisquer outras) sem ter de calcular matematicamente a probabilidade de a cadeira se partir ou de o meu rabo ficar entalado nos braços da mesma;
  • Lavar as costas em condições sem ter de pedir ajuda ao marido (ainda me lembro quando conseguia tocar com as mãos uma na outra atrás das costas…ai ai…)

A lista continua, mas agora estou sem tempo… quando puder e sempre que me lembrar vou actualizando e acrescentando novos itens.

E vocês? O que gostariam de conseguir fazer? Ou o que descobriram recentemente que conseguem fazer que não julgavam possível?

Posted by nameless at 15:44:35 | Permalink | Comments (3)

Wednesday, November 26, 2008

Nada de Novo…

Olá a todos.

Obrigada pelos comentários e pelas visitas

Cá ando eu à espera…

Na semana passada disseram-me que tinha 6 pessoas à frente e agora ando aqui roidinha, pois gostava de saber quantas pessoas foram operadas esta semana, se nas próximas duas semanas alguém vai ser operado, se serei operada ainda este ano…

Como compreendo “A Gorda” quando fala em ligar para o hospital todas as semanas, mas tenho-me controlado, pois não quero andar sempre a chatear as pessoas, mas lá que tenho vontade de ligar sempre tenho…

De qualquer maneira, já decidi que na próxima quarta-feira vou ligar, para saber se vão operar nas semanas dos feriados.

Agora só tenho de esperar que esta semana passe…

Esta ansiedade só me faz mal e por isso tenho que me conseguir acalmar e levar as coisas como estava a levar antes: pensar que é só em Janeiro e que não há hipótese de ser este ano, mas quanto mais o número na lista desce, mais a ansiedade cresce, mais perto, e ao mesmo tempo, cada vez mais longe, vejo o meu objectivo.

Não há nada que eu possa fazer e quando for será, só me resta mesmo esperar… e tentar não desesperar…

Posted by nameless at 09:28:20 | Permalink | Comments (2)

Friday, November 21, 2008

Saudades…

Hoje durante o almoço reparei que estava com as pernas abertas, a rodear as pernas da cadeira, e resolvi fechá-las (estava de calças, por isso não tinha mal nenhum, mas enfim…). Ao fechá-las apercebi-me que é mais confortável para mim tê-las ligeiramente afastadas.

Apercebi-me que, desde que aumentei de peso, as pernas entreabertas são a minha posição habitual, optando por cruzar os pés (para trás, ficando os pés debaixo da cadeira).

Lembrei-me de quando era magra e estava sempre de pernas cruzadas…

As saudades que eu tenho de cruzar as pernas…

Posted by nameless at 13:38:09 | Permalink | Comments (5)

Monday, November 17, 2008

Deambulações…

Olá a todos. Sejam muito bem-vindos ao meu cantinho.

Puxem uma cadeira e sentem-se, pois hoje não estou muito inspirada por isso vou usar uma técnica que usei na faculdade, que é escrever as coisas conforme elas me vão surgindo. (Para quem não sabe, é assim que se escreve uma crónica, com a diferença que uma crónica é sobre um tema específico e eu hoje não tenho nada planeado… vai ao sabor do vento).

Já pensei para mim mesma se tenho cara de tapete… pois acho que há muita gente que julga que me pode pisar ou passar por cima de mim.
Não me estou a queixar, note-se, estou simplesmente a constatar um facto.

Durante quase 2 anos eu abdiquei da hora e meia de almoço para poder sair 30/45m mais cedo porque assim não prejudicava o trabalho de quem me viesse substituir - pois é melhor 30/45m ao final do dia do que 1h30 a meio do dia - e porque me dava jeito para ir buscar o meu filho mais novo ao colégio, para não ter de pagar a taxa adicional que pagam os pais que só vão buscar os filhos depois das 18h.
De repente, de um dia para o outro, viraram-se para mim e disseram-me que tinha de abdicar desses 30/45m durante uns tempos porque o colega que fazia esse periodo ia para outra secção e que não poderia vir substituir-me. Ninguém se lembrou nessa altura que eu tinha de almoçar. Fiquei aqui das 9h às 18h sem um único intervalo.
No dia seguinte perguntei se não poderia pedir a outra colega para me substituir nesse periodo e disseram-me que não, que teria de fazer uma “pausazinha para almoço”.
Tomei a decisão de, já que sou obrigada a parar na hora de almoço, faço a hora e meia que faz toda a gente e à qual tenho direito (fui eu que decidi trocar a hora e meia de almoço pelos 45m ao fim do dia, pois não prejudicava ninguém e a mim davam-me jeito, mas nunca pedi a ninguém que me pagasse os 45m/1h que fazia extra todos os dias.) Sou a única funcionária da minha empresa que não recebe isenção de horário, não recebo horas extraordinárias nem quaisquer outras compensações desse tipo. O horário aqui é das 9h às 12h30, das 14h às 18h.
E agora dizem-me que tenho de fazer uma “pausazinha para almoço”? Que se LIXEM! Aguentem a hora e meia e é se querem…

Noutra situação disseram-me que queriam que eu viesse para a recepção porque o colega que aqui estava se estava aqui a perder só a atender os telefones e a fazer o correio (ele tem o 9º ano e eu tenho um curso superior, e ele é que se está a perder e desperdiçar aqui????!!!!)
Sou uma rapariga simpática e não tenho o hábito de reclamar por tudo e por nada, mas acho que estão a abusar um pouco!
A minha boa-vontade, por muita que seja, chega a um ponto em que acaba se não houver reciprocidade.
Sempre ouvi dizer que não é com vinagre que se apanham moscas e que uma mão lava a outra, mas eles estão o dia inteiro a dar-me vinagre e à espera que a minha mão lave a deles sem qualquer tipo de boa-vontade para comigo.

Posso ser um querida, mas não sou burra nem estúpida!
Vou engolindo sapo atrás de sapo, até um dia deitar tudo fora de uma vez…
Não sou pessoa de reclamar, não tenho o hábito de me chorar (embora tenha muitas vezes vontade de chorar)… guardo tudo aqui dentro. Sou uma PARVA é o que sou…
Há aqui uns quantos que já mereciam ouvir umas boas verdades, mas só sou capaz de falar pelos outros e quando chega a vez de falar por mim, calo-me e preparo as costas para mais uma punhalada, sempre de sorriso nos lábios, pois as costas são largas e o importante é mostrar sempre boa cara.

Ainda gostava de saber o que acontecia se me revoltasse e se mostrasse má cara ou dissesse tudo o que me vai atravessado…
Ia deixar uns queixos no chão, de certeza!

Será que alguém tem sugestões para me ajudar?

Será que alguém me pode dizer onde posso arranjar um par de T… para ganhar coragem para deitar tudo cá para fora?
Até chegar o dia em que me vai saltar a tampa, vou andando por aqui, rezando para que chegue o dia da operação, quanto mais não seja porque fico de baixa e posso prolongá-la durante uns tempos…

Não façam como eu, não se fiquem!

Posted by nameless at 14:41:36 | Permalink | Comments (4)

Thursday, November 13, 2008

A espera…

Olá a todos e obrigada pelos comentários (especialmente à Maria Lima)

Estou à espera de ser operada…bypass… mas a espera é loooooongaaaaaa. Entrei em lista de espera no dia 27 de Agosto, dia 17 de Setembro tinha 23 pessoas à minha frente, dia 13 de Outubro tinha 15 pessoas à frente e agora a coisa deve ter estagnado porque ainda tenho 9 pessoas à frente e, pelo que sei, para a semana não vai haver operações…

Tenho andado a dizer-me a mim própria, desde o início, que só devo ser operada lá para Janeiro, mas não tinha perdido ainda a esperança de que fosse ainda em Dezembro… Parece que agora, à velocidade que as coisas andam, não há mesmo esperança de ser ainda este ano…

Enfim… A paciência é uma virtude e nisso sou virtuosa

Vou aguardar calmamente, pois enervar-me só me faz pior.

Vou aguardar por dia 10/12 que é quando tenho a consulta de grupo da psicóloga e depois logo se vê… Dia 17 de Dezembro ligo para o Hospital para saber como vai a lista e ver, mais ou menos, quando vou ser operada… (em Janeiro já eu sei que deve ser, porque não operam nas semanas das festas - Natal e Fim-de-Ano, mas quero saber se tenho ainda algumas pessoas à frente, para ver quando em Janeiro, já que ainda não sei se vão operar nas primeias semanas de Dezembro, as dos feriados.)

Beijokinhas e, mais uma vez, obrigada por virem e por comentarem…

Posted by nameless at 13:42:48 | Permalink | Comments (3)

Wednesday, November 12, 2008

Imagem de nós…

Olá a todos.

Gostava de começar por agradecer as vossas visitas e por agradecer os comentários . Venham mais vezes e podem fazer publicidade que eu não me importo

Agora vou falar daquilo que me anda a fazer alguma confusão… A nossa imagem de nós mesmos.

Quem luta com o peso tem, normalmente, uma imagem de si próprio que não corresponde à realidade. Eu explico…
Se a pessoa sempre se foi cheiinha e perdeu peso, acha sempre que ocupa mais espaço do que o que realmente ocupa. Se, como eu, a obesidade já chegou depois de adulta, a imagem que o espelho reflete é completamente diferente da imagem que o cérebro tem, ou seja, eu só me apercebo do quão “grande” estou quando passo por um espelho que me apanhe o corpo, ou quando vejo uma foto minha recente. E posso dizer-vos que essa imagem me escandaliza.

Há algo que devem saber sobre mim. A minha casa de banho não tem espelho (a que eu uso, porque a que o meu marido usa tem). Não tenho espelhos em zona nenhuma da casa onde passo algum tempo, excepto na sala e esse está nas minhas costas enquanto janto, por isso não me vejo nele.

Saio de casa de cara lavada e pinto-me e penteio-me no carro, na garagem do emprego, pelo espelho da pala de tapar o sol (não sei o nome daquilo). Esse é o único espelho que uso diariamente. Qualquer outro relance de mim própria num espelho é meramente um acidente, o qual tento evitar a todo o custo.

Normalmente não tenho noção do meu verdadeiro tamanho e as minhas medidas e o meu peso não são para revelar seja a quem for…

Sou rapariga, por isso é um passo muito grande entre dizer “estou gorda” só para ouvir os outros dizerem que não, “nada disso” e admitirmos a nós próprias que estamos efectivamente OBESAS.
Sei que para os rapazes não é mais fácil, mas é diferente.

Fazer dieta atrás de dieta e perceber que o peso volta sempre e traz uns kilinhos extra de cada vez que volta, começar a sentir problemas relacionados com o peso e tentar arranjar explicações que possam, de um modo ou de outro, explicar tudo sem ser com o peso…
Perceber, de um momento para o outro, que deixámos de ser interessantes para o sexo oposto só por não estarmos magras.
Tenho sorte por ter alguém que gosta de mim apesar de tudo, que me conheceu relativamente magra (tinha na altura cerca de 8 a 10 kgs a mais) e continua a dizer que estou um espectáculo (tenho 40 kgs a mais)… mas tenho espelhos (poucos, mas tenho) e tenho olhos na cara e percebo que não estou nada bem assim…

Apesar de tudo, a minha imagem de mim continua a ser a de quando tinha 10 kgs a mais… até me ver num espelho. E a vossa?

Posted by nameless at 11:35:50 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, November 11, 2008

Críticas

Já repararam que toda a gente tem algo a dizer sobre quem é diferente deles?

Sempre convivi de perto com a diferença. O meu irmão nasceu com problemas (paralisia cerebral) e devido a ter nascido com o cordão umbilical enrolado no pescoço, engoliu líquido amniótico, pelo que sempre teve problemas de peso provocados por isso.

Até à minha 4ª classe (o actual 4º ano), o meu irmão sempre andou na mesma escola que eu, mas quando tive de ir para o liceu, os meus pais optaram por colocá-lo numa escola própria para cidadãos deficientes.

Tenho sorte, pois o meu irmão anda, fala, é bastante independente no seu dia-a-dia, mas o seu desenvolvimento cerebral é o equivalente a uma criança de 5 ou 6 anos (tem 31), pelo que não pode viver sozinho. Não sabe ler nem escrever, mas perguntem-lhe alguma coisa sobre os programas favoritos dele e é vê-lo falar… Adora desenhos animados, especialmente os que tenham canções, pois adora cantar. Sabe o filme “Música no Coração” de trás para a frente e, embora não saiba Inglês, sabe as músicas e as falas todas…

Lembro-me de quando mudámos de colégio, que os meninos gozavam por causa do peso dele, mas eu saía logo em defesa dele e explicava o problema e, ao fim de uns tempos, já ninguém gozava, já todos brincávamos juntos. Sempre que eu me apercebia de alguém a olhar de lado para o meu irmão ou a fazer um comentário sobre ele (fosse criança ou adulto) eu virava bicho!

Sou intolerante a pessoas ignorantes que acham que por se ser diferente, seja no peso, na religião, na cor ou seja no que for, as pessoas deixam de ser iguais às outras…

Gostava que por um dia todos deixássemos de ver o mundo, as pessoas. Gostava que por um dia todos tivéssemos de “ver” as pessoas como os invisuais: com as mãos, com o coração.

Acho que só nessa altura as pessoas intolerantes perceberiam que somos todos iguais.

Não sou utópica e não peço um mundo perfeito, mas acho que não custa nada tentar não julgar as pessoas pela aparência que têm, ou por terem ideias diferentes das nossas.

Por ter sido testemunha da vida do meu irmão, por ter vivido essa realidade de perto, aprendi a não criticar antes de conhecer a pessoa.

Não sou perfeita e não empatizo com toda a gente. Se, por acaso, houver alguém que não me transmite um bom sentimento ou que não desperta simpatia em mim, simplesmente afasto-me dessa pessoa. Se for forçada a conviver com ela, então não sou rude e sou bem-educada, mas não sou cínica. Não finjo ser amiga de quem não me desperta simpatia, aliás, na maior parte das vezes nem consigo fingir ser simpática.

Em contrapartida, não há nada que não faça pelos meus amigos.

Voltando ao assunto da intolerância, no caso do peso não são só os obesos que a sofrem, pois os excessivamente magros (que por vezes nem o são por opção) também ouvem a sua cota-parte de gracinhas.

Porque têm os humanos de ser tão intolerantes à diferença?

Será que nos sentimos assim tão mal connosco próprios que tenhamos de criticar os outros para nos sentirmos superiores?
Será que temos tão pouca auto-estima que só estamos bem a criticar os outros?

O tempo que perdemos a criticar os outros e a vida dos outros é tempo que perdemos. É tempo em que podíamos estar a viver a nossa vida para nós, por nós. É tempo que estamos a viver em prol dos outros, aliás, não estamos a viver a nossa vida, estamos a “viver” a dos outros.

Muitas vezes penso que criticamos o que cobiçamos ou o que tememos, sem nos aperceber que cobiçamos ou que tememos. Os alvos de críticas são os que têm vidas melhores do que nós ou aquilo em que tememos transformar-nos (por isso é que os magros gozam com os obesos - gostavam de poder comer o que quisessem, sem complexos, mas têm medo de ficar como nós).

Vamos deixar-nos de críticas e viver as nossas vidas, pois vivermos as nossas vidas é o melhor castigo para quem nos critica a nós!

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Wednesday, November 5, 2008

Ideias para poupar tempo e paciência

Hoje vou colocar aqui a transcrição de uma crónica do jornal Destak, escrita por Isabel Stilwell por achar que pode servir para muita gente (eu sei que preciso…)

Vou colocar o artigo na íntegra, pois não é muito grande…

Hoje apetece-me ser do contra, advogada do diabo, politicamente incorrecta e tudo o mais. É que já não posso ouvir falar na Crise, que agora é pretexto para tudo, inclusivamente para nos tentarem “meter na linha”, à custa de lobos maus, como o desemprego e a miséria. Pode ser tudo verdade, mas que tanto pessimismo mata a iniciativa, a criatividade e a alegria de viver mata, e daqui a pouco estamos como na anedota do senhor que decidiu deixar de beber, fumar e comer, só para descobrir que afinal ninguém lhe garantia que viveria mais, mas apenas que o tempo lhe pareceria uma eternidade.

Pois é, se não podemos fechar os olhos à realidade, também não nos podemos esquecer de pestanejar sob o risco de secarmos os olhos e deixarmos de ver seja o que for. Esta edição do Destak é essa pestanejadela. 
No Dia Mundial da Poupança o enfoque não é tanto sobre como poupar o dinheiro que não temos, sabe Deus que mal chega ao fim do mês, mas de como poupar tempo e paciência, os bens mais escassos que temos.
Cá por mim aconselho a que:

1. Deite fora a ideia de que tem de chegar a tudo e todos
    Estabeleça uma lista de prioridades, em lugar de se deixar afogar nesse mar de culpas.

2. Sacuda o medo do conflito.
    Vá directo ao assunto, seja quem for o interlocutor. Diga o que pensa e resolve mais depressa o problema e poupa em úlceras.

3. Durma muito e sem remorsos.
    Leia o livro da especialista do sono Teresa Paiva, e confirme que dormir é ganhar tempo, porque sem o sono em dia o seu cérebro não dá uma para a caixa.

4. Não ature pessoas que não lhe dizem nada.
    A vida é demasiado curta para isso.

5. Coma menos, mas o que lhe dá prazer,
    porque senão vai acabar por comer o que lhe dá prazer e o que não lhe dá…

6. Faça exercício
    porque um metabolismo alto afasta o frio.

7. Relativize tudo.
    Numa perspectiva cósmica que importa esta crise? E se as crises são inevitáveis então esta fica já aviada, e podemos preparar-nos para a prosperidade que se lhe segue.

In Destak 31 de Outubro de 2008

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Tuesday, November 4, 2008

Antigamente…

Respondendo à “provocação” da Maria Lima (Obrigada pelo comentário e não foste nada intometida), venho aqui, primeiro de tudo, dizer que nos primeiros anos de vida dos meus filhos nunca lhes faltou um “Pai Natal” a entregar pessoalmente um ou dois presentes, antes de sair para ir dar aos outros meninos que esperavam ansiosamente pelos deles… Apesar dos mais velhos já saberem que nós compramos os presentes, a “magia” não se perdeu, nem foi uma desilusão a descoberta, até porque eu própria ainda acredito na essência do Pai Natal.

No tempo dos meus pais, as coisas não eram fáceis. Dos Natais do meu pai não sei muito (mas gostava de saber e quando chegar a casa vou falar com ele e perguntar-lhe - moro a um andar de distância dos meus pais), mas sei como eram as coisas em casa da minha mãe. A minha avó, como a maioria das pessoas da época, ficava em casa a tomar conta dos filhos e a tratar da casa e o meu avô tinha dois empregos para conseguir alimentar a família. Bifes e afins eram um luxo. No Natal, havia um bolo para cada um dos 3 filhos e houve um ano em que as meninas tiveram direito a uma boneca de trapos feita pela minha avó. O dinheiro para os bolos-presente era poupado a custo, mas pelo menos um doce havia para que não achassem que tinham sido esquecidos. Se não fosse um bolo era um pirolito ou um chupa.

Nisso tive mais sorte que a minha mãe, já que conseguia sempre ter uma roupa nova e 2 ou 3 brinquedos.
Fui habituada a escrever a “carta ao Pai Natal” e recebia sempre 1 ou 2 coisas da lista: os brinquedos. Nunca fui de pedir muito. A noite mais feliz da minha vida foi a noite de Natal em que recebi a minha bicicleta… Nem consigo descrever a emoção. Adormecer sem uma prenda à vista e acordar e ter no meio das outras prendas um embrulho enorme. “Para quem será???” Era para mim… Para MIM!!! Nem imaginam…
Se havia muitas prendas na noite de Natal, devia-se a duas coisas: eu era pequena, por isso o monte de prendas parecia maior e éramos pelo menos 12 pessoas (os meus avós maternos, os meus pais e os meus tios - irmãos da minha mãe e famílias - bem como os 4 miúdos: eu, o meu irmão, os meus dois primos. 
Na minha família costumamos comprar uma prenda para cada pessoa ou casal, um miminho, porque as coisas não estão fáceis para ninguém. Mas isso ajuda a encher as meias e a árvore.

A descoberta de que não era o Pai Natal que trazia as prendas (e não de que não existia, percebem a diferença???) veio naturalmente quando perguntei à minha mãe porque andava a comprar prendas (nunca comprava brinquedos quando eu estava presente, mas as prendas para os meus tios às vezes calhava) e ela explicou-me que os adultos ajudavam o Pai Natal, porque senão ele não conseguia ir ter com os meninos que mais precisavam dele. Assim, todas as pessoas que podem ajudam o Pai Natal comprando prendas para que ele se possa preocupar mais com os meninos que não têm quem lhes compre nada. (Além disso, os meus filhos escolhem de vez em quando os brinquedos que já não usam tanto e separamos para dar a quem precisa)

Essa foi também a explicação que dei aos meus filhos (aos mais velhos, claro, que o mais novo ainda tem alguns anos de Pai Natal pela frente)… 

Quanto às prendas, tento dar o que posso, mas como não posso dar tudo, escolho uma ou duas coisas que acho que são as preferidas e compro-as (se forem acessíveis, claro). Depois a minha mãe escolhe uma prenda da lista e passamos palavra aos meus tios e assim eles recebem quase tudo o que pedem, apesar de, tal como eu, pedirem pouco, pois sabem que não há muito dinheiro.

Em relação a esconder os presentes, não vale a pena, porque não os consigo mandar dormir antes da meia-noite, pois o mais velho é hiperactivo e os outros dois tentam acompanhá-lo, por isso não é fácil…
Mas consigo, apesar de tudo, manter os presentes em segredo até à hora H.

É assim a nossa magia do Natal… E a vossa como é?

Posted by nameless at 10:08:30 | Permalink | Comments (1) »

Monday, November 3, 2008

O Natal ao virar da esquina

Mais um fim-de-semana que se passou…

Parece que o tempo agora passa mais depressa. Não sei se também têm essa sensação, mas os dias andam a suceder-se a uma velocidade vertiginosa e não tarda muito estamos no Natal.

As ruas já estão a ficar enfeitadas um pouco por todo o lado e as grandes superfícies já estão abertas todo o dia, todos os dias.

Quando era criança adorava o Natal. Os meus pais conseguiam, sabe Deus como, manter todas as prendas completamente escondidas até à meia-noite de 24 para 25 ( e numa casa de 3 assoalhadas, não é fácil). Quando nos mandavam dormir às 7 ou 8h para o Pai Natal poder vir não havia nem um pedaço de laço à vista e quando nos acordavam à meia-noite, a cozinha estava repleta de presentes até à porta (sim, na cozinha que era onde estava a chaminé por onde vinha o Pai Natal, já que nunca tive casa com lareira…).
Era uma noite mágica para mim, o meu irmão e os meus primos. Era o Pai Natal que vinha e trazia os presentes todinhos… Hoje em dia já nem tento fingir para os meus filhos, mas, mesmo comemorando o Natal em casa da minha mãe, deixo sempre 2 ou 3 pequenas lembranças para os meus filhotes na minha cozinha, por cima do fogão.
E que festa e alegria é vê-los a ir a correr para casa para ver se lá têm alguma coisa do “Pai Natal”!

Já gostei mais do Natal, quando havia aquela magia toda. Agora o que gosto é de ter a família lá em casa e das brincadeiras que fazemos uns aos outros, de usarmos os barretes de Pai Natal e de andarmos sempre a tentar convencer este ou aquele a vestir-se de Pai Natal, para espantar os miúdos e ver a alegria espalhada no rosto deles…

Desconfio que este ano vai haver Pai Natal, já que há mais um bebé na família e também merece ter um Pai Natal, mas ainda falta decidir quem…

O que ainda falta também é comprar as prendas. Com a falta de dinheiro e a crise, as coisas não estão fáceis, mas há que comprar uma lembrancinha, quanto mais não seja para lembrar os outros que não os esquecemos…

Posted by nameless at 12:40:32 | Permalink | Comments (1) »