Tuesday, March 31, 2009

Consulta de Nutrição

Olá a tod@s

Lá fui hoje de manhã à consulta de nutrição para ver o que a balança dizia de sua justiça…

Fui atendida por uma Drª muito simpática que estava a substituir a Drª Mónica, embora a Drª Mónica lá tenha ido a meio da consulta saber se estava tudo a correr bem.

Claro que me esqueci de perguntar o nome da Drª, mas da próxima pergunto.

Entrei no consultório e vieram as perguntas do costume: Está tudo bem?, Como vai a alimentação?, enfim…
Perguntou-me se tinha feito análises recentemente e, como as tinha ido levantar no dia anterior, mostrei-lhas.

Tenho o ferro baixinho e o zinco também, mas, ainda assim, dentro dos valores normais.
Não tenho anemia e o meu colesterol faz inveja a muita gente: 150

Claro que ela percebeu pelas análises que a carne e o peixe têm andado um pouco (um pouco é favor…) ausentes da minha alimentação. Também os farináceos têm andado em greve aqui para estes lados… Não é por mal, mas deixam-me um pouco mal-disposta.

Disse-me que tenho de comer tostas, mini-tostas, bolachas, pão ou corn flakes todos os dias, pois é lá que vamos buscar a energia e que, como não tenho comido nada disso, a pouca proteína animal que tenho ingerido (no leite e nos triângulos de queijo) tem estado a ser transformada em energia e por isso não tem estado a fazer o trabalho dela a criar massa muscular.

Por essa razão, apesar de já ter perdido muito peso, a minha massa gorda continua nos 40 %, o que equivale a 29,5 kgs, numa altura em que já não tenho tanto para perder e em que já devia estar com a massa gorda mais perto dos 30%.

Na altura de subir à balança…

Como há duas balanças no gabinete e eu sei que a balança de chão (daquelas com o ponteiro) é mais simpática que a outra, pesei-me nessa primeiro e ela brindou-me com uns agradáveis 73 kgs.

Depois, como tinha de ser, para calcular a massa gorda (que já vos disse acima), lá subi para a outra e a diferença foi de 1 kg, ou seja, esta decidiu marcar os 74 kg. Vá lá… a diferença nem foi assim muita… (a balança do meu trabalho é menos simpática:75 kgs… Enfim, cada balança sua sentença, certo?)

Portanto, pela balança menos simpática do consultório já perdi 22 kgs. Nada mau, hã?!
E a melhor notícia do dia???
Com este peso já deixei de ser obesa, estando agora na categoria de “Excesso de Peso”… No limite (29.5 de IMC), mas já não sou obesa!!! YUPIIIIII!!!!!

Ajustámos a dieta e vou fazer um esforço para a seguir, embora o litro e meio de água vá ser quase impossível para já, mas quando o calor aparecer em força será mais fácil.

Aconselhou-me a fazer 2 a 3 caminhadas por semana, pois é, segundo ela, o exercício mais completo e que melhor funciona.

Marcámos a próxima consulta para Agosto.

A boa notícia? Posso comer morangos e melancia e papaia e outras frutas assim…
A má notícia? Continuo sem poder comer laranjas… Só mesmo em sumo ou na técnica do mastiga e cospe…

Mas o moranguinho já me deixa feliz…

Vamos ver como corre daqui para a frente, com esta nova dieta…

Beijokinhas doces para tod@s

Posted by nameless at 15:14:36 | Permalink | Comments (2)

Thursday, March 26, 2009

Paladar

Olá a todos e todas

As coisas aqui por este lado continuam mais ou menos na mesma.

O peso continua a descer, mais devagar do que no início, mas ainda a uma velocidade boa (cerca de 1 kg por semana). Sei que podia ser mais rápido, se bebesse mais água, mas beber água sem sede é um castigo para mim. Além disso, o Dr. Edgar disse-me, quando eu lá estive na consulta em Janeiro, que eu estava a perder peso muito rapidamente e que queria que eu estivesse com 78 kgs na consulta dos 6 meses… Tenho 3 meses de operada e 76,5kgs…

O que mais posso querer? Já passei a meta dos 6 meses… em metade do tempo…

No dia 16/3 foi o aniversário da minha filhota e provei uma dentadinha do bolo (sem creme) e como não abusei, não passei mal. Foi só mesmo para não dizer que não comi o bolo da minha filha… Foi uma lasquinha que coube na boca de uma vez (como sabem, temos de comer porções mais pequenas de cada vez, além do medo que tenho do dumping, por isso podem imaginar o tamanhinho de bolo que comi…

Ontem ao almoço comi uma fatia de lombo de porco e consegui acabar de comer a fatia… é bom saber que há carne (sem ser frango) que consigo comer

Mas bifes, hamburguers e afins, na frigideira, nem pensar!!! Nem grelhados, nem fritos…

Esparguete já vou conseguindo, mas só se for acompanhado de bastante salada: 2 ou 3 fios de salada por garfada de salada…

Mas o que ainda me vai sabendo melhor é mesmo a salada!

Estou viciada…

Refeição sem salada não me sabe tão bem….

Eu já gostava antes da cirurgia, mas agora sabe ainda melhor…

Sinto que o meu paladar se alterou ligeiramente, especialmente para algumas coisas, por exemplo, gelatina, carne, esparregado (antes detestava e agora já consigo comer) e saladas.

Estou a gostar de descobrir novos sabores e novas experiências, já que nunca fui muito disso. Sempre fui muito esquisita com a comida (não é que tenha deixado de ser, mas agora aventuro-me um pouco mais)

Agora tenho de ir que o trabalho está a acumular-se na secretária…

Beijokinhas doces e até amanhã…

Posted by nameless at 09:16:18 | Permalink | Comments (1) »

Monday, March 23, 2009

À Espera…

Olá a todos…

Obrigada pelas vossas visitas e pelas respostas que me têm deixado.

Neste momento não tenho nada de novo, pois continuo à espera da consulta da nutricionista.

Hoje de manhã pesei-me aqui no emprego e a balança brindou-me com uns 76,5 Kgs, o que a ser verdade faz com que tenha perdido até agora 19,5 kgs (como disse noutro post, esta balança não prima muito pela exactidão relativamente às balanças da nutri e da endocrinologista, mas enfim…)

Vou esperar por dia 31 para confirmar estes dados e vocês serão, como sempre, os primeiros a saber as novidades.

Até lá vou continuando a tentar seguir tudo à risca…

Digo tentar, porque sem sentir fome por vezes esqueço-me da refeição de meio da manhã e por vezes passo 4 ou 5 horas sem comer, mas tenho feito o esforço para isso acontecer o mais raramente possível…

O exercício ainda está em fase de preparação  Tenho de arranjar vontade, coragem e tempo, por pouco que seja, mas já falei lá em casa para irmos todos passear um pouco ao final do dia de trabalho, para ver se alguma coisa consigo fazer…

Beijokinhas a todos e vou dando novidades… 

Posted by nameless at 11:22:08 | Permalink | Comments (2)

Wednesday, March 18, 2009

Pecados e Consequências…

Olá a tod@s

Obrigada pelas vossas visitas e comentários

Ontem foi um dia menos bom, aliás, uma noite menos boa.

A alimentação durante o dia correu como de costume (peq. almoço: uma chávena de leite; almoço: 2 conchas de sopa (de espinafres); “lanche”: 1 triângulo de queijo) - aliás, esta é a minha alimentação todos os dias, variando apenas no tipo de sopa e no jantar…

O meu problema foi o jantar…

Pois é!

Anteontem tinha deixado um filete a descongelar. Ora, não sei como é convosco, mas comigo há comidas que só se comem de determinada maneira, por exemplo, posta de peixe: cozida com batata cozida e ovo cozido; filete de peixe: frito (tipo panado) com arroz de tomate; etc.

Pois bem… preparei o filete para o fritar, mas a meio da preparação apercebi-me que não tinha arroz, pelo que decidi fazer umas batatas fritas (sim, eu sei… é muito frito junto…).

Se bem o pensei, melhor o fiz… Fritei meia dúzia de batatas (o jantar do resto da malta era esparguete com carne picada, mas eu enjoei todas as carnes - excepto o frango - e o esparguete) e depois fritei o filete. Antes de ir para a mesa, deixei a repousar num guardanapo para perder o excedente de gordura e, não satisfeita com isso, agarrei em dois ou três guardanapos e fui retirar qualquer gordura que ainda houvesse no filete e nas batatas.

Comecei a comer. Comi as poucas batatas que fiz, mas o filete só consegui comer cerca de um terço.

Não sei se sabem, mas além do açúcar, também a gordura pode fazer com que sintamos a sensação do “dumping”, pela qual tenho muito respeito (leia-se “MEDO”).

Acabei de comer e passado cerca de meia hora estava agoniada (com vontade de vomitar)…

Não foi o “dumping”, creio, pois pelas descrições que leio, os sintomas são bem piores que uma simples má disposição, e durou cerca de 30 a 45 minutos, pelo que se aguentou relativamente bem (o “dumping” pode durar horas), mas não foi, de todo, agradável, como devem imaginar…

Enfim… Com os erros se aprende, por isso, já sei o que não volto a comer tão cedo…

Beijokinhas a tod@s

Posted by nameless at 09:28:13 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, March 17, 2009

Exercício Físico

Olá a tod@s

Como vos disse ontem, as coisas em termos de tempo têm andado complicadas, e isso reflete-se no exercício físico que posso fazer, mas não consigo.

Não posso fazer exercícios que impliquem o uso de abdominais até aos 6 meses de operada, por isso, até Junho nada feito!

Posso exercitar braços e pernas e tenho em casa um aparelho de step, uma bicicleta estática e uma máquina de remos.

É aqui que vou pedir a vossa ajuda…

Se posso exercitar as pernas, a bicicleta e o step servem, mas para braços não tenho nada, uma vez que não posso usar a máquina de remos, por causa dos abdominais…

Sinto os meus braços como se estivesse a criar uma asa, sabem a sensação? Ter pele pendurada não é das melhores sensações e queria atacar o problema o mais cedo possível, mas para isso preciso saber que exercícios posso fazer em casa, pois tempo para um ginásio, nem vê-lo…

Problema acrescido: tenho tendinite cálcica nos dois ombros, pelo que certos movimentos são bastante dolorosos e não há tratamento para a calcificação, pelo que tenho que aprender a conviver com ela.

Por isso, aqui fica o pedido: será que me podem indicar bons exercícios (que não ocupem muito tempo) para refirmar os braços (bíceps, tríceps e afins) que possa fazer em casa?

Beijokinhas a tod@s

Posted by nameless at 09:14:59 | Permalink | Comments (3)

Monday, March 16, 2009

De fugida…

Olá a tod@s…

Obrigada pelas visitas e pelos comentários

Desculpem a ausência, mas as coisas por estes lados têm andado caóticas…
Não tenho conseguido arranjar tempo para escrever nada, mas também não tenho muitas novidades…

Só vou à nutricionista no dia 31 deste mês e só nesse dia vou saber efectivamente quanto peso já perdi (e quem sabe, talvez saber qual a meta que pretendem que eu atinja, embora eu tenha o palpite que deve andar pelos 60 ou 55 kg - para o meu 1.58m…)

De acordo com a balança aqui do emprego o meu peso anda pelos 78 kgs (que não é grande indicador, uma vez que dá uma diferença de mais de 2 kgs em relação à balança do endocrinologista, e uma diferença de cerca de 1,5 kgs das balanças das farmácias, por exemplo…)

Mesmo que 78 kgs seja o meu peso actual, já considero muito bom, uma vez que já há anos que não tinha este peso…

Gostava de conseguir chegar ao dia da consulta da nutricionista com 75 kgs, mas não sei se consigo, uma vez que agora a perda de peso é mais gradual, mas vou tentar (sem fazer “avarias” - como dizia a minha avó).

De qualquer maneira, 78 kgs era o peso que o Dr. Edgar queria que eu tivesse aos 6 meses de operada, e eu fui operada há pouco menos de 3 meses…

Quando o Dr. Edgar me viu da última vez disse que eu estava a perder peso muito rapidamente, tendo em conta o peso que tinha para perder, mas eu estou a fazer tudo o que a Drª Mónica mandou, ou mais ou menos, pois por vezes esqueço-me da refeição de meio da manhã, e não como muita carne ou peixe, mas como bastante queijo para ter a proteína animal que necessito e estou a tentar arranjar coragem para provar a soja e o tofu, pois a carne enjoei mesmo… só consigo comer frango e tenho receio de estar sempre a comer, correndo o risco de o enjoar também… Quanto ao peixe, é difícil, pois o marido não gosta e isto de fazer 2 pratos por refeição nos dias que correm não é fácil…

Vou tentar arranjar mais tempo para vir aqui dar-vos novidades sempre que possível.

Beijokinhas doces para tod@s…

Posted by nameless at 09:26:14 | Permalink | No Comments »

Monday, March 9, 2009

Inclusão Social - O Post!

Bom dia a todos.

Cá estou eu, no dia marcado, a tentar falar um pouco sobre um tema que me toca pessoalmente: a deficiência.

Há variadas maneiras e variados temas sobre os quais podia falar aqui: desde os acessos para deficientes físicos, a dificuldade para os invisuais de cada vez que têm de ir às compras, seja numa grande superfície, no comércio local ou numa feira, por exemplo, mas aquilo que me marca mais, pois é algo a que assisto diariamente, é a luta pela aceitação.

Tendo nascido morto, com o cordão umbilical enrolado à volta do pescoço (três voltas) o meu irmão é (bem como os meus pais, por tudo o que lutaram com o meu irmão), para mim, um exemplo de luta e coragem.

Ultrapassou largamente todas as expectativas médicas: não vai conseguir segurar a cabeça - conseguiu aos 6/9 meses; não se vai conseguir sentar sem apoio - conseguiu aos 2 anos; não vai conseguir andar - demorou mais uns tempinhos, mas anda por todo o lado e corre quando é preciso; não vai conseguir falar - conseguiu sim. Costumava sentar-me com ele (tenho 16 meses a mais que ele) e tentava ensinar-lhe palavras. Segundo a minha mãe, fui eu que o ensinei a falar. E que bem que fala!

Em termos motores consegue tudo o que todos nós conseguimos, falar, andar, comer sozinho, ir à casa de banho sozinho, etc., apesar de em termos mentais ter mais problemas. A aprendizagem escolar, por exemplo.

Sabe ler ou escrever? Não, mas sabe escrever o nome dele em letra de imprensa maiúscula: HUGO!
Sabe as letras quase todas e se soletrarmos escreve tudo o que quiser!

Adora cantar e sabe todas as músicas que gosta, e todos os filmes que vê exaustivamente, de cor e salteado.

Anda numa escola especial, mas até à minha 4ª classe andou sempre na mesma escola que eu, apesar de não ter feito a primária, fez a 1ª classe (de modo diferente dos outros, mas fez) e o teste final dele foi fazer um desenho. Adora desenhar e pintar!

Na escola onde ele anda (CECD - Centro de Educação para o Cidadão Deficiente) aprende tudo o que possa ser útil para sobreviver cá fora. Todas as aprendizagens são feitas à velocidade do aluno e de acordo com a sua preparação.

Ensinam tudo: desde o uso do telefone, andar de autocarro e outros transportes públicos (primeiro acompanhados, depois sozinhos, embora vigiados à distância e, só quando têm a certeza de que o aluno já se sente à vontade a andar no transporte público e já sabe onde sair, só nessa altura o deixam andar sozinho: a independência na rua!
Ensinam várias profissões, como sapateiro, cabeleireiro, barbeiro, ensinam a fazer tapetes, a pintar estátuas, a pôr casquilhos nas lâmpadas, etc, sendo que cada um deles aprende de tudo um pouco, para verem onde o aluno se sente mais à vontade, onde as suas capacidades estão melhor aproveitadas e, escolhida a vocação de cada um, e depois de aperfeiçoada, colocam-nos numa das lojas que têm para que eles sintam que têm um emprego e, no final do mês, pagam-lhes uma quantia simbólica, para que se sintam úteis.

A colocação em locais de comércio aberto é a última fase…

Não necessitam sair do colégio até terem encontrado uma colocação real no “mundo exterior”, o que, como devem imaginar é extremamente difícil, ou mesmo quase impossível.

Antes de ir para o CECD, o meu irmão esteve num outro colégio especial do estado: “a Bússola”, mas a experiência não foi das melhores… Muitas vezes chorava a dizer que não queria ir e andava muitas vezes enervado. Descobrimos que lá lhe batiam… a ele e a outros, por conversarem uns com os outros.

Assim que descobrimos, tirámo-lo de lá, mas demorou mais de um ano, em que ele teve de ficar em casa, até termos vaga no colégio onde está agora.

A já pouca confiança que o meu irmão tinha em si próprio desapareceu por causa desta gente.
Nos primeiros anos da escola nova, quando ficava de férias no Verão, e quando era altura de voltar à escola chorava imenso, pois achava que ia voltar para a escola antiga. Houve uma altura em que não conseguíamos que ele fosse à escola de maneira nenhuma e sem explicação aparente. Simplesmente deixou de querer ir. Entrámos em parafuso… será que estava a acontecer alguma coisa que não sabíamos? A psicóloga da escola e a directora vieram a nossa casa falar com ele para perceber o porquê: não queria aprender a andar de autocarro e achou que o iam obrigar na mesma. Disseram-lhe que só precisava de o fazer quando se sentisse preparado.

Voltou à escola feliz e contente, na carrinha que, ainda hoje, o vem buscar e trazer todos os dias.

A escola não tem fins lucrativos, pelo que as ajudas vêm das exposições e vendas que fazem das peças pintadas ou elaboradas pelos alunos, que, como devem calcular podem demorar meses a ficar concluídas, pois nem sempre querem trabalhar com determinada côr, ou fazer determinada coisa.
As peças são lindas e tenho várias em casa, muitas delas pintadas pelo meu irmão.

Há iguais à venda nas lojas de decoração, mais caras e feitas em série.

Depois de ter passado os primeiros anos da vida dele a lutar para sobreviver, ter ido parar a uma escola onde eram violentos com ele, lutar com uma obesidade causada por ter engolido líquido amniótico na altura do nascimento, hoje o meu irmão conseguiu perder bastante peso (sempre foi muito mais pesado que eu e conseguiu ficar bem mais magro que eu, graças a um programa de emagrecimento e exercício físico da escola, que conseguiu o que dietas sem fim nunca tinham conseguido), conseguiu gostar de ir à escola e vai “namorando” (namoros como os dos meninos da primária, claro) e, tanto quanto conseguimos perceber, é FELIZ!

Quando tinha 9/10 anos teve uma recaída em que nem o pescoço conseguia aguentar direito, voltou ao estado em que estava nos primeiros meses de vida. Foi um susto enorme e teve de ser internado num hospital. Estivemos quase 8 horas à espera que o neurologia descesse do primeiro andar ao rés-do-chão para o vir ver, mesmo tendo sido informado pelo médico das urgências que o caso era muito grave, pois o meu irmão não sobreviveria à viagem de elevador até ao primeiro andar. Aliás, mesmo com a mudança de turno o médico das urgências recusou-se a sair sem que o meu irmão fosse visto pelo neurologista, mas o outro nem ai nem ui, simplesmente não vinha. E só quando dissemos para o hospital assinar um papel em como ele não tinha sido visto e que se ele morresse no caminho para casa a culpa era do hospital, o “senhor doutor” se dignou a descer no elevador. A minha mãe avisou que o meu irmão tinha um problema e que os calmantes faziam o efeito oposto no meu irmão e que para o acalmar tinha de tomar estimulantes. Deu inclusivamente o número directo do neurologista do meu irmão para confirmarem, mas o “senhor doutor” achou que era o melhor e que sabia mais que toda a gente e vai de dar calmantes ao meu irmão, directamente na veia. Resultado: 4 paragens cardíacas.

Até a um médico estúpido, negligente e irresponsável o meu irmão sobreviveu, felizmente sem sequelas.

Infelizmente, e apesar de tudo o que passou, durante muito tempo o meu irmão era gozado e olhado de lado, por ser como era. Não que se note a deficiência, pois tem um aspecto “normal”, mas pelo peso, por ter alguns tiques quando fica mais nervoso (como agitar os braços quando está ansioso e morder-se quando está com raiva de alguém. Felizmente, actualmente, os tiques acalmaram imenso e já são raros) e por não se saber defender.

Tal como ele, todos os que são “diferentes” da norma são apontados e gozados por não serem “normais”.

Para mim, o normal tem outra definição: Normal é ser capaz de ver com o coração, pois os olhos enganam muito, por não verem tudo!

Gostava que, por um dia, todos os que só conseguem ver com os olhos, ficassem temporariamente invisuais para que se pudessem aperceber de que, independentemente do peso, cor, género, ou qualquer que seja a diferença, no fundo somos todos iguais.

Beijokinhas a todos…

Posted by nameless at 10:20:51 | Permalink | Comments (3)

Friday, March 6, 2009

Inclusão Social

Tive conhecimento desta iniciativa no blog destino-emagrecer e achei-a espectacular, por isso, apesar de não me inscrever, pois não sei se consigo aqui vir entre hoje e o dia 9, resolvi divulgá-la.

Vou fazer um esforço e aparecer por aqui no dia indicado e postar nem que seja uma frase sobre o tema, pois é um tema que me diz muito.

Quem quiser participar só tem de passar pelo blog da Ester e increver-se.

O tema poderá ser à vossa escolha.

Já há mais de 100 bloguers inscritos, mas a divulgação não custa nada e quantos mais formos, mais poderemos ajudar a tornar a inclusão social uma realidade.

Boa participação, bons posts e Força para todos os participantes.

Beijokinhas doces e ‘bora lá participar!!!

Posted by nameless at 11:34:13 | Permalink | Comments (1) »

Monday, March 2, 2009

O Que Levar na Malinha…

Olá a todos…

Obrigada pelas visitas e pelos comentários. É bom saber que estão por esse lado a acompanhar-me

Vou pegar no desafio da Susaninha (MulherdoAstronauta) e vou falar um pouco sobre o que levei para o hospital, o que usei efectivamente e aquilo em que nem sequer toquei.

Eu sou uma criatura um pouco estranha, pois quando vou a algum lado que implique levar bagagem, gosto de estar prevenida e levar TUDO o que eu acho que, mesmo que remotamente, possa fazer falta ou dar jeito.

Desse modo, acabo sempre por levar mais coisas do que as que realmente preciso ou uso.

Na minha malinha (aliás, malão, mas enfim…) ia:

  • Roupa interior (claro)
  • pijamas (preferi levar pijamas em vez de camisas de dormir, porque ia haver a necessidade de me verem a barriga diariamente e o facto do dreno ter de andar pendurado. Assim, em vez de ter de mostrar “a alma” de cada vez que fosse necessário, só tinha de levantar a camisola. Dois dos pijamas tinham bolsos para guardar a garrafinha do dreno enquanto andasse a passear, assim não andava pendurada a baloiçar e não me ocupava mão nenhuma. (Sou muito comodista…) A camisa de dormir ia obrigar o dreno a andar sempre pendurado ou andar por ali a mostrar a coxa para ter o dreno no bolso ou na mão.
  • Como era inverno, levei um roupão. Pouco o usei, porque estava um calor que nem vos digo nada. Aliás, naquele hospital (como na maior parte deles, está sempre muito calor… calor demais, pois com a roupa de cama a consistir de lençóis de Verão e uma colcha, se estivesse frio não havia cobertores que valessem aos pacientes). O roupão, que tinha bolsos, servia de apoio ao pijama que não tinha bolsos.
  • Chinelos confortáveis. Não precisam ser muito quentes, pois como já disse lá está sempre calor, mas é sempre bom lembrar de levar calçado confortável.
  • Toalha de banho. Usei a minha, mas, afinal, escusava de ter levado, pois todos os dias vinha a auxiliar perguntar o que precisávamos. Ela trazia sempre toalhas e esponjas daquelas que já vêm com gel de banho incorporado.
  • Produtos de higiene. Não cheguei a usar o gel de banho, por causa das ditas esponjas (ainda levei uma ou duas para casa). Esqueci-me de levar o amaciador e fez-me falta. O resto usei tudo: escova e pasta de dentes, shampoo, desodorizante. Levei também um pente, pois o meu cabelo embaraça-se imenso e tenho de o pentear nem que seja só de manhã. (comigo as escovas não resultam tão bem.)
  • Leitor MP4. OK, pode parecer uma opção estranha, mas não me arrependi de o ter levado, pois, de manhã, ouvia sempre um pouco de música. Embora os quartos tivessem todos TV, como já referi noutro post, a verdade é que nem todos ofereciam grande variedade de canais, por isso o meu MP4zinho deu um jeitasso…
  • Telemóveis e respectivos carregadores (sim, tenho 2, um 91 e um 96). Muito útil, pois só não estão connosco na cirurgia e no recobro. Na sala de cuidados intermédios já pude falar ao telemóvel com a família. Por ter os telemóveis senti sempre que quando precisasse tinha ali um modo de falar com quem fosse preciso. Aviso à navegação: Mantenham os telemóveis com bastante saldo. Digo isto porque o meu saldo acabou logo no segundo e terceiro dia…
  • Câmara de filmar e/ou fotográfica. Levei a minha câmara pois queria registar os momentos mais importantes desta jornada… para mais tarde recordar (como diz o anúncio). Tenho a minha foto do antes, em pijama no quarto do hospital, uma foto da minha roupinha “sexy” antes de entrar na cirurgia, uma foto da minha primeira refeição, uma foto dos pensos dos “furinhos”, um filme da mudança de pensos e da retirada do dreno… enfim… essas coisas… O que me esqueci de fotografar? O meu médico e os enfermeiros que tanto ajudaram e que foram uns queridos, e o estado do quarto, mas enfim…
  • Computador portátil. O que eu tenho só funciona ligado à corrente, porque a bateria deu o berro. Além disso, a ventoínha que tem não dá vazão ao calor que o portátil produz, por isso, volta e meia, desliga-se sozinho. Por isso preferi levar o do meu filho (e-escolas). O que correu mal? O computador resolveu bloquear a internet, por isso nunca o consegui usar. Sinceramente, vontade também não tinha muita. Passava o tempo a passear ou a conversar com a outra rapariga ou a ouvir música ou a ver TV, por isso, se fosse hoje, não o tinha voltado a levar, mas enfim…

Quanto à roupa, a que levei para o hospital foi a mesma com que saí, mas posso dizer que enquanto esperava que me fossem buscar estava bem arrependida por não ter levado uma roupa ligeiramente mais larga. (tinha levado uma camisola de gola alta, relativamente justa, e umas calças pretas, caneladas, de cintura de elástico, qua não me estavam apertadas, mas não nos podemos esquecer que inchamos ligeiramente com a cirurgia, por isso, não cometam o mesmo erro que eu).

Depois da cirurgia, antes da primeira mudança dos pensos (lá para o terceiro dia), temos autorização para tomar o primeiro duche (na sala de cuidados intermédios dão-nos um banho de esponja, mas nesse estamos deitadas e só temos de disfrutar…). Não há que ter medo dos pensos caírem, pois vão ser mudados a seguir. Depois disso dão-nos uns aventais para usarmos no duche do dia seguinte para não molharmos os pensos. Não há razão para preocupações, pois as enfermeiras ensinam como colocar os aventais. Atenção que, mesmo com os aventais, há sempre hipótese de escorrer alguma água para os pensos, pelo que há que ter algum cuidado.

Vamos então separar as coisas por categorias:

Essenciais:
Roupa interior, pijamas (bastam 2, e é só porque pode haver um “acidente” e sujarmos aquele que estamos a usar), chinelos (convém que também dêem para o banho, pois não convém tomar banho descalços em sítios públicos) e/ou pantufas e roupa para sair do hospital (que pode ser a mesma com que entraram - aliás, por uma questão de gestão de espaço/peso na mala, deve ser a mesma, mas fica aos critério de cada um).

Utilitários:
Telemóvel(eis) (e respectivo(s) carregador(es), claro).

(In)Dispensáveis:
Algo para nos distrairmos, como: portátil, livros (embora, tal como no caso do portátil, o mais provável é não haver pachorra), ou revistas, algo para ouvir uma músiquinha e, no caso de quererem, a câmara de filmar e/ou fotográfica.
Nada neste grupo é essencial, mas convém que escolham pelo menos um artigo, já que, quanto mais não seja, vai ajudar na manhã em que aguardam pela cirurgia ou nas alturas em que a TV não está a dar nada de jeito. Pelo menos assim não morrem de aborrecimento. Não nos podemos esquecer que no hospital cada quarto de hora sem distração dura uma eternidade. Caso seja necessário, não esquecer de levar carregadores ou pilhas extra dependendo da escolha.

Como levei tudo o que me consegui lembrar, só me faltou mesmo o amaciador (e nem foi culpa minha, eu levei o frasco, só que foi o errado, foi o que estava praticamente vazio, em vez de ser o novo…) e os chinelos para o duche… (desse pequeno pormenos só me lembrei já no hospital, mas enfim…)

O ideal, para não haver esquecimentos, é fazer uma pequena lista com tudo discriminado e só riscar depois de já estar na mala. Deste modo, a meu ver, é mais difícil haver esquecimentos ou enganos.

Quaisquer outras dúvidas que tenham, não hesitem em colocar nos comentários que eu respondo.

Beijokinhas doces e espero que ajude.

Posted by nameless at 10:40:53 | Permalink | Comments (1) »